ANÁLISE DO TOYOTISMO E DOS SEUS PRINCÍPIOS RACIONALIZANTES APLICADOS À GESTÃO DA PRODUÇÃO E DO TRABALHO

Autores

  • Valdênia Apolinário Economista. Doutora em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ e Pesquisadora Associada da RedeSist (IE/UFRJ). Profa. Dra. do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Membro do GEPETIS/DEPEC/UFRN. Natal – RN.

Resumo

O presente artigo tem por objetivo analisar a racionalização do trabalho no limiar do século XXI, com ênfase sobre o toyotismo. A hipótese do estudo é que o toyotismo supera o taylorismo-fordismo em termos de racionalização do trabalho. Além disso, este não se restringe ao Japão ou a Toyota Motor Company, pois nesta fase globalizada da economia, seus princípios se tornam universais, na medida em que capturam não apenas a subjetividade de quem trabalha, mas também a subjetividade coletiva.  O estudo é composto por uma revisão teórica apoiada em importantes autores e fontes que tratam do tema. A análise demonstra que o toyotismo é um dos modelos de racionalização do trabalho e da produção que mais influenciou e influencia o mundo, não apenas por ser mais racional do que o taylorismo-fordismo e ter reduzido mais mão de obra, estoques, materiais, defeitos e os espaços das fábricas, mas especialmente porque o seu princípio básico – o produtivismo -  se tornou um “valor universal”.

Biografia do Autor

Valdênia Apolinário, Economista. Doutora em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ e Pesquisadora Associada da RedeSist (IE/UFRJ). Profa. Dra. do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Membro do GEPETIS/DEPEC/UFRN. Natal – RN.

Economista. Doutora em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ e Pesquisadora Associada da RedeSist (IE/UFRJ). Profa. Dra. do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).  Membro do GEPETIS/DEPEC/UFRN. Natal – RN.

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Publicado

2016-12-07